A Biblioteca Digital da UFMG estará indisponível das 08:00 às 14:00 horas do dia 26 de Maio de 2013 (domingo), para manutenção da rede elétrica do prédio. Obrigado!
Dissertações de Mestrado
Browse by
Recent Submissions
-
Roberta Araújo Lopes (UFMG, 3 de Outubro, 2012)[+][-]
Abstract: A prolactina (PRL) exerce um efeito inibitório sobre a atividade do eixo hipotálamo-pituitária-gonadal (HPG). A kisspeptina (Kp) apresenta papel crucial na regulação da fertilidade, devido a sua potente ação estimulatória sobre a secreção das gonadotrofinas, hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH). Em roedores, os neurônios kisspeptinérgicos estão localizados majoritariamente nos núcleos anteroventral periventricular (AVPV) da área preóptica (APO) e núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo. Estes neurônios apresentam alta expressão de receptores para PRL. Portanto, este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da PRL sobre a expressão de Kp e a secreção de LH em ratas lactantes e ratas virgens ovariectomizadas (OVX). Ratas lactantes perfundidas no oitavo dia da lactação apresentaram altos níveis plasmáticos de PRL, redução da expressão de Kp no ARC e das concentrações plasmática de LH. O bloqueio da secreção de PRL com bromocriptina resultou em aumento da expressão de Kp no ARC, efeito este revertido pela coadministração de PRL ovina (PRLo). Entretanto, a bromocriptina promoveu apenas um leve aumento nas concentrações de LH. Estes dados indicam que a PRL inibe a expressão de Kp durante a lactação, entretanto, este efeito é apenas parcialmente responsável pela inibição da secreção de LH. Ratas OVX apresentaram alta expressão de Kp no ARC. O tratamento com PRLo nas ratas OVX, tanto por via subcutânea quanto intracerebroventricular, inibiu significativamente a expressão de Kp no ARC e a secreção plasmática de LH. Este efeito da PRLo foi muito semelhante ao efeito clássico de retroalimentação negativa do estradiol, reforçando a relevância fisiológica deste mecanismo inibitório. Adicionalmente, a quantidade de fibras imunorreativas à Kp no AVPV foi estimulada pelo tratamento com estradiol, mas não alterada pela PRLo. Os dados demonstram que a PRL exerce importante efeito inibitório sobre a expressão de Kp no ARC, sugerindo um novo mecanismo pelo qual a Kp é capaz de modular a secreção de LH e, consequentemente, a atividade do eixo reprodutivo. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-92GKQC Files in this item: 1
-
Pollyana Ribeiro Castro (UFMG, 21 de Setembro, 2012)[+][-]
Abstract: Lesões no músculo esquelético que compõe a parede abdominal são condições médicas comuns e a implantação de materiais sintéticos ou biológicos para reparar defeitos músculo-fasciais é um procedimento médico adotado atualmente. Propusemos caracterizar a dinâmica do recrutamento de células inflamatórias, da formação de neovasos, produção de citocinas e fibrogênese no músculo esquelético abdominal, em resposta a implantes de esponja de poliéster-poliuretano em camundongos. Aos 2, 4, 7 e 10º dias após implantação, o tecido muscular abaixo da matriz de esponja foi removido para a avaliação da resposta angiogênica (teor de hemoglobina, fator de crescimento do endotélio vascular e análise morfométrica do número de vasos) e inflamação (atividade de mieloperoxidase e da N-acetil--D- glicosaminidase e citocinas). Além disso, a fibrogênese do músculo foi determinada pelos níveis de deposição de colágeno e conteúdo de TGF-1. Observou-se um aumento no conteúdo de hemoglobina, na taxa de difusão da fluoresceína sódica (indicativo do fluxo sanguíneo) e do número de vasos no músculo abdominal contendo a matriz sintética em comparação com o músculo intacto. O pico do recrutamento de neutrófilos no músculo ocorreu no segundo dia pós-implante, seguido pelo acúmulo de macrófagos no quarto dia pós-implante. Os níveis das citocinas VEGF, TNF-, CCL2/JE foram maiores no músculo lesionado, em comparação com o músculo intacto e atingiu um pico logo após o implante da esponja (dia 2 a 4). Os níveis de colágeno foram maiores nos músculos de animais implantados em comparação aos músculos de animais não implantados (dia 2). A técnica de implante em conjunto com os parâmetros inflamatórios e vasculares utilizados neste estudo revelou eventos inflamatórios, angiogênicos e fibrogênicos, além de sugerir alguns mecanismos associados com respostas músculo-esqueléticas frente a materiais sintéticos implantados neste tecido. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8ZSPVJ Files in this item: 1
disserta__o_pollyana_ribeiro_castro.pdf (1.289Mb) -
Gabriela Gontijo Montandon (UFMG, 31 de Outubro, 2011)[+][-]
Abstract: A maioria dos trabalhos com venenos de aranhas é dedicada ao estudo de peçonhas de espécies de importância médica. Venenos de baixa toxicicidade, antes negligenciados, hoje tem mostrado grande interesse científico porque são importantes fontes de sondas bioquímicas para dissecação molecular de processos farmacológicos.Peçonhas de caranguejeiras são ricas misturas de sais, nucleotídeos, aminoácidos livres, neurotransmissores, poliaminas, peptídeos, proteínas e enzimas. Este trabalho, iniciou-se com o veneno bruto de Grammostola iheringi, uma caranguejeira brasileira encontradaprincipalmente no sul do país, que foi purificado gerando várias frações e toxinas. O foco de nosso estudo foi uma nova toxina pura, com massa molecular de 3.585 Da, cuja sequência foi resolvida e chamada de Gi-Tx1. As atividades biológicas desta toxina foram caracterizadas via bioensaios de toxicidade, triagem eletrofisiológica realizada emneurônios obtidos de gânglio da raiz dorsal (DRG) de ratos e em subtipos de canais para sódio e potássio dependentes de voltagem, transfectados em ovócitos de Xenopus laevis. Estes estudos mostraram que Gi-Tx1 é capaz de bloquear parcialmente as correntes de entrada (40%) e de saída (20%) dos neurônios DRG, a 2 M e é capaz de bloquear totalmente os canais Nav1.2, Nav1.3, Nav1.4 e Nav1.6 e parcialmente, os canais Nav1.5, DmNav, além de bloquear totalmente, os canais Kv4.3 e hERG nesta mesma concentração. Em células tumorais de fígado e mama, a toxina foi capaz de reduzir aproliferação (células SKHep-1 e MGSO3, respectivamente) mas não afetou as taxas de proliferação de células mononucleares de sangue periférico humano (PBMC's, não tumorais). Estes resultados em conjunto, revelam a ação promíscua de Gi-Tx1 em canaisiônicos para sódio e para potássio, bem como seu efeito antitumoral. Será interessante verificar se os efeitos bloqueadores em canais iônicos pela toxina, estariam relacionados ao seu efeito antitumoral e se esta toxina poderia concorrer para indicações de possíveis modelos de fármacos para o combate a determinados tipos de câncer. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8VVL7Q Files in this item: 1
montandongg.pdf (473.1Kb) -
Ana Luiza Turchetti Maia (UFMG, 9 de Fevereiro, 2007)[+][-]
Abstract: O PVN é considerado um núcleo de integração cardiovascular e metabólica. O objetivo deste trabalho foi avaliar a integração das respostas metabólicas e cardiovasculares no PVN associadas à atividade do sistema colinérgico e verificar se os efeitos da estimulação colinérgica central nas concentrações plasmáticas de glicose, lactato e ácidos graxos livres (AGL) estariam relacionados ou não aos ajustes cardiovasculares. Ratos Wistar machos, pesando entre 250-300g, foram submetidos ao implante crônico de uma cânula guia unilateral no PVN, para as injeções (100 nL) de carbacol nas doses 1, 2 e 6 nmol, ou NaCl (0,15 M). Cateteres foram implantados cronicamente no átrio direito, via veia jugular, para a colheita de amostras de sangue, e na aorta abdominal, via artéria femoral, para o registro de parâmetros cardiovasculares. Cada animal foi controle dele mesmo em diferentes dias, sendo a injeção de carbacol ou NaCl aleatória. A estimulação colinérgica no PVN apresentou um aumento dose-dependente da pressão arterial média e dos níveis plasmáticos de glicose, sem alterar a mobilização de AGL do tecido adiposo. A pressão arterial média aumentou 10 mmHg para o grupo 1 nmol e 13 mmHg para o grupo 2nmol aos 7 minutos, permanecendo elevada até os 20 minutos, quando os valores começaram a cair. A dose de 6 nmol aumentou 31 mmHg mantendo-se elevada até o fim do registro. Também aos 7 minutos, a freqüência cardíaca aumentou 20 bpm para a dose 1nmol. As doses 2 e 6 nmol apresentaram diminuição na freqüência cardíaca de respectivamente 31 bpm e 122 bpm, ambas com um retardo relativo ao tempo de aumento da pressão arterial média. Os grupos 1, 2 e 6 nmol apresentaram aumento nos níveis de glicose plasmática de 1,40 mM, 1,79 mM e 4,38 mM, respectivamente. A correlação dos níveis de glicose do plasma demonstrou uma relação mais estreita com a pressão arterial do que com a freqüência cardíaca, sendo esta variação relacionada ao baroreflexo. A partir destes dados concluímos que a estimulação colinérgica no PVN leva ao aumento da atividade simpática de forma específica, pois houve ativação cardiovascular e elevação da produção hepática de glicose sem a elevação da mobilização de ácidos graxos livres do tecido adiposo. URI: http://hdl.handle.net/1843/MCSC-7CHSVX Files in this item: 0
-
Rodrigo Guabiraba Brito (UFMG, 27 de Fevereiro, 2007)[+][-]
Abstract: A angiogênese é controlada por uma complexa rede de células e mediadores. A ativação ou bloqueio de receptores canabinóides demonstram ser uma interessante estratégia farmacológica para atenuar a resposta angiogênica e/ou inflamatória em vários modelos experimentais. Aqui investigamos como esta estratégia pode interferir na angiogênese inflamatória. Esponjas de polyester-poliuretana foram implantadas em camundongos C57BL/6. Os animais receberam doses diárias (10 mg/Kg, s.c.) dos antagonistas canabinóides SR141716A (CB1) and SR144528 (CB2), separadamente, ou 3 e 10 mg/Kg (30 ou 100 g/animal, para o tratamento local) (s.c.) do agonista CB1/CB2 WIN 55,212-2, por 7 ou 14 dias. Os implantes foram coletados para análises por ELISA, hemoglobina, mieloperoxidase e N-acetilglicosaminidase, utilizadas, respectivamente, como index para mediadores protéicos, angiogênese e acúmulo de neutrófilos e macrófagos, respectivamente. O tratamento com os antagonistas CB1 ou CB2 levou à redução do influxo celular para a matriz esponjosa nos dias 7 e 14, com padrões distintos para macrófagos e neutrófilos. O agonista CB1/CB2 também reduziu o influxo celular. Ambos os tratamentos interferiram na angiogênese. Estas alterações foram acompanhadas por mudanças nos níveis de TNF-, VEGF, CXCL1-3/KC, CCL2/JE e RANTES, dependendo do tratamento. Todas as mudanças apresentam padrões similares na análise histológica. A ativação ou bloqueio de receptores canabinóides parece ser efetivo em reduzir as respostas angiogênica e inflamatória. Embora agindo de forma similar, níveis de citocinas, quimiocinas e endocanabinóides podem explicar esta resposta paradoxal. Desensibilização dos receptores e atividade agonista parcial / agonista inverso são outras explicações plausíveis para estas respostas. URI: http://hdl.handle.net/1843/MCSC-7CDTTF Files in this item: 1