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Dissertações de Mestrado
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Recent Submissions
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Audrey Beatriz Santos Araujo (UFMG, 12 de Dezembro, 2011)[+][-]
Abstract: As derivações ventriculares externas (DVEs) têm amplo uso em neurocirurgia, são de fácil instalação e baixo custo e representam um dos principais tratamentos para as hidrocefalias agudas. Sua principal complicação é infecção liquórica. O valor do uso profilático de antibióticos ainda não está bem definido pela literatura. Este estudo objetiva avaliar os fatores de risco para infecção e mortalidade em pacientes submetidos a derivações externas em um hospital público terciário de Belo Horizonte. Método: Revisados retrospectivamente 137 prontuários e selecionados 107 pacientes, dos quais 25 foram submetidos a mais de uma DVE, totalizando 141 DVEs instaladas no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008. Resultados: Dos 107 pacientes selecionados, 48 (45%) eram do gênero masculino e 59 (55%) do feminino. A idade variou de 6 a 86 anos (média de 52,12 e desvio padrão de 15,51 anos). Ocorreu infecção em 32,7% dos pacientes (24,8% das DVEs - 35 casos). O número total de dias de DVE variou de 2 a 54 (média de 10 dias) e demonstrou-se que o uso por período maior que 9,5 dias e a troca do sistema apresentaram significância estatística para o desenvolvimento de infecção (p<0,001). O uso de antibióticos não apresentou efeito protetor (p = 0,395). A mortalidade foi alta, com 80 (74,7%) óbitos, sendo influenciada pela causa da hidrocefalia (p=0,008), presença de sangue intraventricular (p=0,016) e de doenças coexistentes (p=0,016). Conclusão: A troca do sistema e o tempo de permanência da DVE determinaram a ocorrênciade infecções, com aumento do risco após o décimo dia de uso e nos pacientes submetidos a duas ou mais DVEs. O uso de antibióticos profiláticos não foi significativo para redução de infecção. A mortalidade relacionou-se à causa da hidrocefalia, presença de comorbidades e desangramento intraventricular. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-92PQ9N Files in this item: 1
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Andrea Silva de Pinho (UFMG, 5 de Maio, 2011)[+][-]
Abstract: INTRODUÇÃO: A derivação ventriculoperitoneal para tratamento dahidrocefalia está associada a complicações pós-operatórias, sendo infecção a mais importante delas. A fístula liquórica cutânea aumenta em 27 vezes este índice. Observação clínica sugere que esta complicação ocorra com maior frequência em crianças pré-termo e de baixo peso. OBJETIVOS: Determinar fatores clínicos e de maturidade fetal que possam estar envolvidos no desenvolvimento de fístulas cutâneas pós-operatórias. METODOLOGIA: Foram avaliados 72 lactentes submetidos a derivação ventriculoperitoneal no HospitalMunicipal Odilon Behrens no período de 2004 a 2008. Todas as crianças foram tratadas pelo mesmo cirurgião. Os dados clínicos e laboratoriais ao nascimento e à cirurgia foram coletados dos prontuários e anotados em protocolos próprios. RESULTADO: Houve uma tendência a ocorrência de fístulas em crianças nascidas com percentil de peso abaixo de 10 (p=0,06) e maior incidência em crianças operadas antes de um mês de vida (p<0,05). Os demais parâmetros não foram significativos. CONCLUSÃO: A idade cronológica e o grau de nutriçãointraútero são fatores envolvidos na cicatrização de recém-nascidos, tendo impacto na incidência de complicações nas feridas de lactentes submetidos a derivação ventriculoperitoneal. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-92PQ8V Files in this item: 1
andrea_silva_de_pinho.pdf (1.343Mb) -
Malvina Maria de Freitas Duarte (UFMG, 19 de Dezembro, 2011)[+][-]
Abstract: Analisar o papel do enfermeiro no programa de visita domiciliar e identificar os fatores das condições sociodemográficas dos candidatos a transplante que podem influenciar no cuidado domiciliar pós- transplante hepático foram objetivos deste estudo: uma pesquisa prospectiva, qualitativa, de caráter descritivo, realizada no domicílio de 100 candidatos ao transplante hepático atendidos no ambulatório de Transplantes do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. As indicações para transplante foram cirrose etanólica 31,0%, cirrose criptogenética 24,0% e cirrose pós-viral C 21,0%. Setenta por cento dos pacientes eram do gênero masculino, 37.0% residiam nos municípios da grande Belo Horizonte, 47,0% residiam comcônjuge e filhos, 68,0% tinham como cuidadores seus familiares e amigos. Quanto a renda familiar, 42,0% recebiam até um salário mínimo, 67,0% tinham profissões classificadas como serviços gerais, bancário e militar, 66,0% eram aposentados e 62,0% eram analfabetos ou possuíam apenas ensino fundamental incompleto. Apesar de 38,0% possuírem plano de saúde suplementar, 99,0% dos transplantes seriam realizados pelo Sistema Único de Saúde. Setenta e três por cento dos domicílios eram próprios, 56,0% tinham de 5 a 8 cômodos, 84,0% tinham cobertura de laje e 56,0% tinham piso de cerâmica. Oitenta e um por cento eram arejados, porém mofo e infiltraçãoestavam presentes em 45,0% deles. Luz elétrica estava presente em 100,0%, rede de esgoto em 91,0%, água tratada em 97,0%, caixa dágua com fechamento em 95,0%, filtro de água em 77,0%, coleta de lixo acima de quatro vezes por semana e presença de animais domésticos em 59,0%. O diagnóstico de enfermagem Manutenção do lar prejudicada foi detectado em 89,0% dos domicílios e 65,0% necessitavam de melhorias e em 68,0% elas poderiam ser feitas até um mês. Quanto ao nível de orientação dos pacientes, 99,0% nãosabia o que levar no dia do transplante e 38,0%, como guardar adequadamente os medicamentos. Concluiu-se que a visita domiciliária possibilita ao profissional enfermeiro estabelecer uma estratégia de educação que envolve o paciente e seus familiares, no domicílio, favorece a comunicação e permite interação positiva na evolução do seu tratamento. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-93CKTU Files in this item: 1
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Bruno Mariano da Silva Schmidt (UFMG, 5 de Dezembro, 2011)[+][-]
Abstract: Introdução: A hipotensão permissiva reduz a perda sanguínea no choque hemorrágico. Entretanto, questiona-se se a perfusão tecidual seria comprometida neste tipo de reposição volêmica. O objetivo do trabalho foi avaliar o fluxo sanguíneo tecidual no choque hemorrágico e reanimação volêmica com hipotensão permissiva ou normotensiva. Método: Ratos albinos machos (n=45) foram aleatorizados em 4 grupos: Simulado, sem reanimação (SR), hipotensão permissiva (HP) (60% da pressão arterial média) e reanimação normotensiva (NT). Choque hemorrágico não controlado foi induzido de forma padronizada. Os parâmetros hemodinâmicos foram monitorados continuamente, e reposição volêmica com cristaloide (Ringer Lactato) foi feita de maneira a manter a pressão arterial média em 60% do valor basal (Hipotensão Permissiva) ou em níveis semelhantes aos basais. O fluxo sanguíneo para o cérebro, coração, pulmões, rins, fígado, e intestinos foi determinado antes e 85 minutos após o tratamento do choque. Hemograma, lactiacidemia, débito cardíaco e volume de sangue perdido foram determinados. Análise de variância com pós-teste de Tukey foi utilizada para comparação entre os grupos. Resultados: o grupo NT teve maior hemoperitônio e menores níveis de hematócrito e hemoglobina. Não houve diferença entre os níveis de ácido lático entre os grupos HP e NT. O grupo SR teve fluxo sanguíneo tecidual menor e valor de acido lático maior. Não houve diferença no fluxo sanguíneo para nenhum órgão entre os grupos HP e NT. Conclusão: A HP resultou em menor perda sanguínea que a reanimação normotensiva no choque hemorrágico. A perfusão tecidual aferida pelo método de deposição de microesferas não mostrou diferença entre os animais com HP e os tratados por reposição volêmica normotensiva. O grupo SR teve a menor perda sanguínea e pior perfusão tecidual. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8ZFN59 Files in this item: 1
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Carlos Leandro Alves Boni (UFMG, 27 de Fevereiro, 2012)[+][-]
Abstract: As doenças da tireoide são, em sua maioria, benignas. Os nódulos tireoidianos são achado clínico muito comum, com prevalência estimada, baseada no exame de palpação, entre 3 e 7% da população americana. O bloqueio cervical superficial bilateral (BCSB) vem se mostrando técnica segura, de fácil execução e de baixo custo, porém com resultados ainda inconclusivos quanto à eficácia na melhora da dor no pós-operatório de tireoidectomia. Devido às lacunas de incertezas quanto ao tema, foi proposto um estudo prospectivo aleatório e placebo controlado, a fim de ajudar a direcionar condutas futuras. Método: foram avaliados 91 pacientes com indicação cirúrgica de tireoidectomia total pela técnica de mini-incisão sem esvaziamento cervical, internados no Hospital Lifecenter de Belo Horizonte, Minas Gerais, entre julho de 2009 e junho de 2011. Os pacientes foram alocados de maneira consecutiva e aleatória, para receber uma das três intervenções: grupo-placebo - BCSB com uso de solução salina (NaCl a 0,9% - 20 mL) (n=28); grupoRopi 0,25% - BCSB com uso de ropivacaína a 0,25% (20 mL) (n=31); e grupo Ropi 0,5% - BCSB com ropivacaína a 0,5% (20 mL) (n=32). Um paciente do grupo Ropi 0,25% foi excluído após receber a terapêutica, devido a hematoma na ferida cirúrgica no pósoperatório imediato, necessitando de reintervenção cirúrgica. Todos os pacientesreceberam anestesia geral balanceada após os BCSBs. Realizou-se, então, a tireoidectomia total sem esvaziamento cervical pela técnica de mini-incisão aberta. Para se considerar mini-incisão, essa medida deveria estar compreendida entre 2,0 e 4,0 cm. Todos os 91procedimentos cirúrgicos foram realizados pelo mesmo cirurgião, assim como todos os BCSBs foram procedidos pelo mesmo anestesiologista. A dor foi avaliada com base na escala numérica visual (ENV) nos tempos: sala de recuperação pós-anestesica (SRPA) (H0), enfermaria (H1 a H4) e momentos antes da alta hospitalar (H5). Ao final do estudo, a experiência dolorosa foi avaliada pelo questionário de dor de McGill adaptado à língua portuguesa. Outras variáveis foram analisadas, como: consumo de morfina e incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório (NVPO). Os resultados foram consideradosestatisticamente significativos quando o valor de p foi inferior a 5%. Resultados: o grupo Ropi 0,5% apresentou menos dor pelos valores da ENV na enfermaria quando comparado ao grupo-placebo, não havendo diferença entre os grupos nos demais intervalos estudados. O grupo Ropi a 0,25%, assim como o grupo Ropi 0,5%, apresentou menos consumo de analgésico na enfermaria, porém, diferentemente do grupo Ropi a 0,5%, o grupo Ropi a 0,25% não foi capaz de diminuir a incidência de dor quando comparado ao placebo nos tempos estudados. Não houve diferença quanto à incidência de NVPO entre os grupos. Conclusão: o BCSB com ropivacaína na concentração de 0,5% foi capaz de diminuir não só a porcentagem de pacientes que sentiram dor de moderada a intensa durante as primeiras 24 horas do pós-operatório de tireoidectomia por mini-incisão, como também oconsumo de analgésico nessa população de pacientes. Esta diminuição mostrou-se mais importante nas primeiras 20 horas do pós-operatório. Dose mais baixa do anestésico local (ropivacaína a 0,25%) também foi eficaz em diminuir o consumo analgésico no pósoperatório dessa cirurgia, porém não melhorando a porcentagem de pacientes que sentiram dor de moderada a intensa de forma significativa nesse mesmo período, de acordo com a ENV. A incidência de NVPO não foi influenciada pelo uso ou não do BCSB quando foirealizada antiemese profilática. URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8YVQJ4 Files in this item: 1
disserta__o_final_09.03.pdf (17.54Mb)