A influência do modo de organização na compreensão de hipertextos

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A influência do modo de organização na compreensão de hipertextos

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Title: A influência do modo de organização na compreensão de hipertextos
Author: Marcelo Cafiero Dias
Orientador: Carla Viana Coscarelli
Banca:
Presidente: Carla Viana Coscarelli
Membro: Reinildes Dias; Isabel Cristina Alves da Silva Frade
Suplente: Ilza Maria Tavares Gualberto
Subject: Sistemas de hipertexto Teses.; Compreensão na leitura Teses.; Tipologia (Linguistica) Teses.; Espaço e tempo em linguagem Teses.; Cognição Teses.; Mídia digital Teses.; Linguagem Efeito de inovações tecnologicas Teses.; Lingüística textual Teses.; Gêneros textuais Teses.
Palavra-chave: Hipertextos; Leitura; Espaços mentais; Multimodalidade
Date: 21-08-2008
Publisher: UFMG
Abstract: Neste trabalho buscamos avaliar a compreensão de leitores frente a diferentes formas de organização da página inicial e do menu de navegação de um hipertexto. Guiados pelas teorias de leitura de Kleiman (1992,1993) e Smith (1993) e por resultados de pesquisa apresentados por Rouet at al. (1996) e Coscarelli (2005a), levantamos a hipótese de que a organização com base em uma imagem orientaria os leitores a construírem uma representação adequada do hipertexto e compreendê-lo melhor do que a organização verbal, por possuir mais pistas que guiassem a formulação de uma hipótese inicial de leitura. No experimento realizado nesta pesquisa, leitores dos últimos anos do ensino fundamental foram apresentados a três versões de um mesmo hipertexto, uma com organização imagética, outra com organização verbal e uma última que buscava integrar esses dois modos. Inicialmente, questionamos os sujeitos sobre suas hipóteses iniciais a respeito do texto e, após a leitura do texto, buscamos avaliar sua compreensão através de perguntas relacionadas a diversas habilidades de leitura. Os resultados indicaram que as versões imagética e integrada guiaram os leitores a formularem hipóteses de leitura mais próximas de se provarem verdadeiras. Entretanto, os dados quantitativos das perguntas de compreensão textual indicaram que os leitores da versão verbal do hipertexto compreenderam melhor o texto como um todo e que não houve diferenças nas outras habilidades avaliadas. Uma análise mais detalhada dos números, no entanto, indicou que os leitores das versões integrada e verbal navegaram com mais eficiência e que esses últimos localizaram melhor as informações presentes na superfície textual. A análise qualitativa das respostas, orientada pelas teorias de leitura já mencionadas e pela Teoria de Espaços Mentais e Mesclagem Conceitual (FAUCONNIER; TURNER. 1998, 2002), mostrou ainda que os leitores da versão verbal buscaram mais informações presentes no contexto para elaborar suas hipóteses iniciais de leitura e que foram mais capazes de reformulá-las, quando equivocadas, após a leitura do hipertexto. Percebemos, com isso, que a dificuldade em elaborar uma hipótese inicial a respeito do texto levou os leitores dessa versão a participarem mais ativamente do experimento. A partir das reflexões propiciadas por essas análises, concluímos que a organização verbal do hipertexto parece sugerir melhor a sua estrutura ao leitor e facilita a sua compreensão global, mas a organização mais adequada para um texto hipertextual dependerá dos objetivos pretendidos por seu autor.
Resumo em lingue estrangeira: The aim of this reseach is to evaluate readers comprehension of different kinds of hypertexts home page and menu organization. Guided by reading theories proposed by Kleiman (1992, 1993) and Smith (1993) and by research presented by Rouet et al. (1996) and Coscarelli (2005a), we work on the hypotheses that the imagetic organization would conductreaders to produce a satisfactory mental representation of the hypertext and to understand it better then the verbal organization, given that it seems to have more clues that could guide the reading hypothesis. We presented the same hypertext in three different formats - verbal, image and mixed organized - to readers at the last two years of elementaty school. First, we asked the subjects about their reading hypotheses and, after reading the text, we evaluated their comprehension through questions related to several reading abilities. The results suggestthat imagetic and mixed versions guided readers to elaborate reading hypotheses more likely to be correct. However, quantitative data of textual comprehension questions indicates that hypertext verbal version readers comprehend the text better and that there is no significant difference between the text versions in other evaluated abilities. A closer analysis, on other hand, suggests that verbal and mixed versions readers navigate more efficiently and that verbal version readers could find information in text better. A qualitative analysis, guided by reading theories and by Mental Spaces and Conceptual Integration Theory (FAUCONNIER;TURNER. 1998, 2002), shows that verbal version readers used more contextual information to build their reading hypotheses and were also more capable of rebuild them, when it was necessary, after reading the hypertext. This lead us to observe that a hard time building a reading hypothesis for the text lead this version readers to a more active participation at the experiment. The experimental results and analysis uide us to conclude that verbal organization of a hypertext seems to suggest better its structure and, thus, readers comprehend it better, however the more efficient hypertexts organization depends on the authors prior objectives.
URI: http://hdl.handle.net/1843/ALDR-7LSPUH

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