Avaliação dos atendimentos a pessoas com síndrome coronariana aguda em um pronto socorro público sem acesso a hemodinâmica

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Avaliação dos atendimentos a pessoas com síndrome coronariana aguda em um pronto socorro público sem acesso a hemodinâmica

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Title: Avaliação dos atendimentos a pessoas com síndrome coronariana aguda em um pronto socorro público sem acesso a hemodinâmica
Author: Danielle Resende de Padua
Orientador: Allana dos Reis Correa
Banca:
Presidente: Allana dos Reis Correa
Membro: Antonio Luiz Pinho Ribeiro; Ana Lucia De Mattia
Subject: Enfermagem Teses; Dissetações Acadêmicas DeCS; Síndrome Coronariana Aguda/diagnóstico DeCS; Indicadores de Qualidade em Assistência à Saúde DeCS; Serviços Médicos de Emergência DeCS; Inquéritos e Questionários DeCS; Reperfusão Miocárdica DeCS; Síndrome Coronariana Aguda/classificação DeCS; Triagem DeCS
Palavra-chave: Indicadores de Qualidade de Assistência à Saúde; Síndrome Coronariana Aguda; Serviços Médicos de Emergência; Enfermagem
Date: 01-03-2018
Publisher: UFMG
Abstract: As mortes por Síndrome Coronariana Aguda (SCA) tem impacto importante no Brasil, sendo responsáveis por 31,4% dos óbitos em 2013. Isto relaciona-se ao fato de países em desenvolvimento apresentarem dificuldades de acesso a terapias de reperfusão em tempo hábil. Há uma lacuna entre a prática e padrões estabelecidos para os cuidados a pacientes com SCA. Para reduzir esse distanciamento, utiliza-se como recurso os Indicadores de Qualidade da SCA. Assim, é necessário avaliar os serviços que prestam assistência a pessoas com SCA para que recebam tratamento adequado com reconhecimento precoce do infarto e rápido encaminhamento a outras unidades de saúde, se indicado. Esse estudo objetivou analisar os resultados dos atendimentos a pacientes com síndrome coronariana aguda admitidos em um pronto socorro público sem acesso à intervenção coronária percutânea. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo que analisou 92 prontuários de pacientes admitidos com SCA no período de janeiro a outubro de 2016. Foram incluídos os pacientes adultos, classificados pelo Sistema de Triagem de Manchester, com diagnóstico confirmado de SCA e tempo de início de sintomas menor que 24 horas. Os dados foram apresentados em média, desvio padrão, mediana, intervalo interquartil (IQ), frequências absolutas e relativas. Foi realizado análise de associação entre a variável dependente, desfecho do paciente. Utilizou-se o software Statistical Package for Social Science versão 20.0. Valores de p<0,05 foram considerados significativos. Predominou o sexo masculino (65,2%) e a média de idade foi 61 (DP:±13,45) anos. O diagnóstico de infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) foi evidenciado em 39,1% dos pacientes. A dor torácica foi a queixa principal mais frequente (80,4%) e a 70,6% dos pacientes foi atribuído o nível de prioridade laranja/muito urgente. A mediana de tempo entre registro e primeiro atendimento médico foi 33(IQ:20,7-59,5) minutos. Dos pacientes que realizaram ECG na admissão o tempo porta-ECG teve mediana de 16(IQ:1655) minutos. Dos atendimentos com registro de medicamentos, 95,5% receberam AAS e 88,6% Inibidores do P2Y12 nas primeiras 24 horas. Quase metade dos pacientes com IAMCSST (44,4%) foram submetidos a trombólise química, com mediana de tempo porta-agulha de 44(IQ:32,263,7) minutos. Como desfecho, a maioria (54,3%) foi transferida do pronto socorro para hospitais com serviço de hemodinâmica, com mediana de tempo de transferência de 1876(IQ:3625740) minutos. À análise bivariada houve diferença significativa na associação com o desfecho das variáveis: diagnóstico médico de IAMCSST (p=0,021) e resultado de troponina positiva (p=0,002). O desfecho do paciente se relaciona diretamente com o nível de gravidade do quadro e às medidas instituídas na admissão hospitalar. Observou-se adesão aos padrões estabelecidos para o tratamento da SCA tais como solicitação de exames de marcadores cardíacos, realização de ECG e administração de medicamentos específicos nas primeiras 24 horas. A instituição necessita investir em melhoria do processo assistencial e adotar medidas para organização de fluxos de transferências para melhorar os indicadores de qualidade relacionados ao tempo entre classificação de risco e atendimento médico, tempo porta-ECG e porta-transferência, com o intuito de obter diagnóstico precoce e ICP em tempo adequado quando indicado.
Resumo em lingue estrangeira: Deaths from Acute Coronary Syndrome (ACS) have an important impact in Brazil, was responsible for 31,43% of deaths in 2013. This is related to the fact that developing countries have difficulties accessing reperfusion therapies when in time. There is a gap between practice and established standards for care of patients with ACS. To reduce distancing, SCA Quality Indicators are used as a resource. Thus, it is necessary to evaluate the services that provide care to people with ACS to receive appropriate treatment with early recognition of the infarction and fast referral to other health facilities if indicated. This study aimed to evaluate the results of the visits to patients with acute coronary syndrome admitted to a public emergency room without access to percutaneous coronary intervention. It is a quantitative, descriptive, retrospective study that analyzed the care of patients with ACS from january to october 2016. The patients considered for this study were adult, classified by the Manchester Protocol, with a confirmed diagnosis of ACS and whose symptoms started in less than 24 hours. Data were presented as mean, standard deviation, median, interquartile range (IQ), absolute and relative frequencies. An association analysis was performed between the dependent variable and the outcome of the patient. The software Statistical Package for Social Science version 20.0 was used. Values of p <0,05 were considered significant. There were 92 visits, 65,2% were males, the mean age was 61 (SD: ± 13,45) years. 39,1% of the patients presented a diagnosis of ST-elevation myocardial infarction (STEMI). Chest pain predominated as the main complaint (80,4%) and 70.6% of the patients were assigned the very urgent priority level. The median time between registry and medical care was 33 (IQ: 20,7-59,5) minutes. Of the patients who performed ECG on admission, the time between the patient arrival and the beginning of ECG showed a median of 16 (QI:16-55) minutes. Of the visits with medication registration, 95.5% received AAS and 88.6% P2Y12 inhibitors in the first 24 hours. Almost half of the patients with STEMI (44,4%) underwent chemical thrombolysis, with median time from door to needle 44 (IQ: 32,2-63,7) minutes. As a result, the majority (54,3%) were transferred from the emergency room to hospitals with a hemodynamic service, with a median transfer time of 1876 (IQ: 362-5740) minutes. In the bivariate analysis, there was a significant difference in association with the outcome of the variables: medical diagnosis (p = 0,021) and troponin result (p = 0,002). The outcome of the patient is directly related to the severity of the condition and to the measures taken at hospital admission. There is adherence to established standards for the treatment of ACS. such as requesting cardiac marker tests, performing ECG, and administering specific drugs within the first 24 hours. The institution needs to invest in improving the care process and adopt measures to organize transfer flows to improve the quality indicators related to time between risk classification and medical care door-ECG and door-transfer time, in order to obtain early diagnosis and PCI in a timely manner when indicated
URI: http://hdl.handle.net/1843/ANDO-AXWHAP

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