Morte da arte?: O tema do fim da arte nos Cursos de estética de Hegel

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Morte da arte?: O tema do fim da arte nos Cursos de estética de Hegel

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Title: Morte da arte?: O tema do fim da arte nos Cursos de estética de Hegel
Author: Katia Silva Araujo
Orientador: Rodrigo Antonio de Paiva Duarte
Banca:
Presidente: Rodrigo Antonio de Paiva Duarte
Membro: Virginia de Araujo Figueiredo; Maria Cristina Ferreira Gonçalves
Subject: Hegel, Georg Wilhelm Friedrich, 1770-1831.; Filosofia Teses.; Arte Filosofia Teses; Estética.; Filosofia moderna Séc. XIX.
Palavra-chave: Hegel; Estética; Arte; Filosofia
Date: 30-06-2006
Publisher: UFMG
Abstract: O presente trabalho tem por escopo esboçar um exame acerca da problemática do Fim da Arte nos Cursos de Estética de Hegel. Para tanto, partimos de duas hipóteses. A primeira aponta para um fim sistemático da arte na tríade do Espírito Absoluto, ou seja, a arte cede lugar a outras manifestações do espírito tais como a religião e a filosofia, sob a forma do conceito. A segunda hipótese diz respeito à própria intenção sistemática dos Cursos de Estética. Primeiro, considerando as modalidades sucessivas de expressão artística apontadas pelo filósofo sob a Forma das artes simbólica, clássica e romântica e, segundo considerando as formas específicas de artes, todas elas submetidas a uma ordenação histórica, tais como a arquitetura, a escultura, a pintura, a música e a poesia. Concluímos que para delinear esta problemática, deveríamos partir do pressuposto do conceito de arte na filosofia de Hegel, pois o mesmo nos indica a significação do tema do Fim da Arte na intenção sistemática do filósofo. Tal elucidação levou-nos à conclusão de que o Fim da Arte é ao mesmo tempo sua ressurreição suprassumida e, isso também significa que não podemos atribuir o vaticínio de morte a essa temática. Analogicamente a essa primeira elucidação, concluímos que se considerada esta temática diante dos Cursos de Estética, o Fim da Arte na verdade é o fim do verdadeiramente ideal e ainda, se o nosso olhar se volta para as designações da arte na história, tal como esse objeto nos é apresentado por Hegel, este fim não supõe um pessimismo hegeliano diante da arte, mesmo se considerada a idéia de prosaísmo do mundo atual ou moderno, mas certamente um fim otimista, tal como o filósofo concebe o seu sistema dialético.
Resumo em lingue estrangeira: The scope of this dissertation is based on two hypotheses to sketch an investigation about the end of arts issued in Hegels work. The first hypothesis points towards a systematic end of art in the triad of Absolute Spirit, that is, other spiritual manifestations under a conceptual form, such as religion and philosophy take the place that once had belonged to the arts. The second hypothesis discusses about the systematic intention of the Esthetics. The first step is to consider the successive artistic expressions pointed by the philosopher under a symbolic, classic and romantic form. The second one is to consider the specific form of arts, such as architecture, sculpture, painting, music and poetry according to a historical line. So, we have concluded that it is necessary, for these questions, to depart from Hegels concept of art, because it leads to the understanding of the philosophers systematic intension: the end of art. The end of art concept is finally explained as an assumed resurrection, which means, the death of this subject. Comparing the first concept with the Esthetics questions, the end of art is actually the end of the true ideal. Looking at the history of art, its purposes such aspresented by Hegel, do not suggest a pessimistic attitude beyond the studies of art. Even though it is considered the idea of the prosiest of the modern world, but it is certainly an optimist end, as the philosopher conceives the dialectic system.
URI: http://hdl.handle.net/1843/ARBZ-6XWDZZ

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