Dependência de objeto e a ilusão de compreender

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Dependência de objeto e a ilusão de compreender

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dc.contributor.author Eduardo Coutinho Lourenco de Lima pt_BR
dc.coverage.spatial Departamento/Curso pt_BR
dc.date.accessioned 2013-10-21T22:06:18Z
dc.date.available 2013-10-21T22:06:18Z
dc.date.issued 2009-03-30 pt_BR
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/1843/ARBZ-7THFA8
dc.description.abstract O descompasso entre linguagem e pensamento reconhece a possibilidade de falantes se iludirem acerca dos pensamentos que apreendem ao pretender compreender proferimentosde certas frases. A partir do exame da independência de objeto de proposições quantificadas, é mostrado por que essa possibilidade é contornada pela semântica das descrições definidas, tal como elucidada pela teoria das descrições de Russell. As condições epistemológicas da compreensão de descrições não exigem que se conheça o objeto descrito e nem mesmo que exista um tal objeto para que seja possível a apreensão de proposições quantificadas. Em contraposição, a semântica das expressões referenciais, que consideraque objetos figuram nas condições de verdade de frases em que ocorrem expressões referenciais, implica a dependência de objeto de pensamentos singulares. Não há qualquer pensamento para ser expresso ou considerado pelo proferimento de frases em que figuramexpressões referencias que a nada refiram. A pretensão de compreender proferimentos de frases cuja compreensão é impossível se revela, então, como uma ilusão de compreender essa frase. Contudo, a formulação de condições necessárias para a compreensão de expressões referenciais não é capaz de justificar a impossibilidade de compreender frases que não expressam proposições, uma vez que a formulação das condições epistêmicas necessárias da compreensão da referência é ela mesma dependente de objeto. Reconhecido ofalibilismo inerente à compreensão linguística e os limites de uma teoria da compreensão, a dissertação termina por questionar a estratégia mesma de derivar apenas de padrões inferenciais as condições necessárias da compreensão e da comunicação. Ao propor um relaxamento dessas condições, sugere que se reconheça a deferência linguística como um modo autêntico de compreensão. pt_BR
dc.format Impresso pt_BR
dc.language Português pt_BR
dc.publisher UFMG pt_BR
dc.subject Russell, Bertrand, 1872-1970. pt_BR
dc.subject Filosofia Teses. pt_BR
dc.subject Pensamento Teses pt_BR
dc.subject Linguagem Teses. pt_BR
dc.subject Compreensão Teses. pt_BR
dc.title Dependência de objeto e a ilusão de compreender pt_BR
dc.type Dissertação de Mestrado pt_BR
dc.numero.paginas 121 pt_BR
dc.palavras.chave Pensamento pt_BR
dc.palavras.chave Linguagem pt_BR
dc.palavras.chave Compreensão pt_BR
dc.palavras.chave Referência pt_BR
dc.contributor.orientador Ernesto Perini Frizzera da Mota Santos pt_BR
dc.banca.presidente Ernesto Perini Frizzera da Mota Santos pt_BR
dc.banca.membro Mauro Luiz Engelmann pt_BR
dc.banca.membro Paulo Francisco Estrella Faria pt_BR
dc.resumo.estrangeiro Since language and thought dont always mirror each other, speakers may be deluded about the propositions they think they grasp when they try to understand certain utterances. However, as Russells theory of descriptions shows, the object independent semanticsof quantified phrases accounts for this possibility being ruled out when it comes to understanding definite descriptions. Thus, to understand a sentence containing a definite description, it is not necessary that the speaker knows which object it describes, if any. In sharp contrast, the semantics of referring expressions implies the object dependencyof singular thoughts, since objects referred to are part of the proposition expressed by utterances of sentences with referring expressions. There simply is no proposition or thought to be grasped in uttering these sentences if the referring expression does not refer to something. The illusion of understanding amounts to intending to understand these utterances. However, a specification of the necessary conditions to understand referring expressions is not able to explain the impossibility of understanding sentences that do not express propositions, since the specification itself is object dependent. In acknowledging the fallibilism inherent to linguistic understanding, as well as the limits of this theory of understanding, this thesis is skeptical about the very strategy of deriving necessary conditions for understanding and communication solely from truth conditions. Finally, I propose the adoption of less strict conditions for understanding so that it may give room to linguistic deference as a genuine mode of understanding. pt_BR

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