Autonomia ou dignidade?: ação, instrumentalização e mundo comum no pensamento de Hannah Arendt

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Autonomia ou dignidade?: ação, instrumentalização e mundo comum no pensamento de Hannah Arendt

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Title: Autonomia ou dignidade?: ação, instrumentalização e mundo comum no pensamento de Hannah Arendt
Author: Cleison Daniel Costa
Orientador: Carlo Gabriel Kszan Pancera
Banca:
Presidente: Carlo Gabriel Kszan Pancera
Membro: Newton Bignotto de Souza; Odílio Alves Aguiar
Subject: Arendt, Hannah, 1906-1975.; Filosofia Teses.
Palavra-chave: Arendt; Ação; Limites da política; Instrumentalização; Mundo comum
Date: 01-07-2015
Publisher: UFMG
Abstract: O objeto dessa pesquisa é analisar a noção de autonomia do político no pensamento de Hannah Arendt tendo em vista sua crítica à instrumentalização da ação e levando em consideração a sua preocupação com a responsabilidade e o cuidado pelo mundo. Nossa intenção é explorar um viés de leitura que nos permita mitigar o aparente anti-instrumentalismo da concepção do político da autora e, desse modo, reconsiderar aqueles que são os limites da ação política postulados por ela. Em contraposição às leituras tradicionais que percebem em seu pensamento um intransponível abismo entre as esferas privada, social e pública e uma subseqüente substancialização dos temas adequados ao debate coletivo e dos objetos da ação política, sugerimos que Arendt mantém relativamente abertas as fronteiras do espaço público e indefinido o conteúdo da ação. Sendo assim, é questionável a afirmação de que a autora interdita a discussão pública de temas socioeconômicos ou veda à ação política qualquer possibilidade de transformação da realidade social, uma vez que os verdadeiros limites da ação para ela são a pluralidade e a liberdade que sustentam a dignidade do mundo comum que abriga e vincula os homens entre si. Se o que está no centro da preocupação da política é o mundo, urge tanto preservá-lo da hubris humana quanto transformá-lo pela inclusão de novos atores políticos.
Resumo em lingue estrangeira: The object of this research is to analyze the notion of autonomy of the political, in the thought of Hannah Arendt, in view of her criticism to the instrumentalization of action and taking into account his concern with the responsibility and care for the world. Our intention is to explore a tendency of read that allows us to mitigate the anti-instrumentalism apparent from conception of the political of the author's, and thereby, reconsider those who are the limits of political action postulated by her. In contrast to traditional readings that realize in his thought an unbridgeable gulf between the private, social and public spheres and a subsequent substantiation of appropriate issues to the collective debate and political action objects, we suggest that Arendt remains relatively open the boundaries of public space and undefined content of the action. Thus, is questionable the claim that the author banned from public discussion, the socioeconomic issues or seals to political action any possibility of transforming of the social reality, once that the true limits of action for her, are the plurality and freedom that support the dignity of the common world that home and links the mens each other. If what is at the center of concern of the political is the world, urges both preserve it of human hubris, as transform it by the inclusion of new political actors.
URI: http://hdl.handle.net/1843/BUBD-9ZBHX6

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