Crítica da economia política como crítica do trabalho no pensamento juvenil de Marx

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Crítica da economia política como crítica do trabalho no pensamento juvenil de Marx

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Title: Crítica da economia política como crítica do trabalho no pensamento juvenil de Marx
Author: Bruno Klein Serrano
Orientador: Joaosinho Beckenkamp
Banca:
Presidente: Joaosinho Beckenkamp
Membro: Jorge Luís da Silva Grespan; Eduardo Soares Neves Silva
Subject: Marx, Karl, 1818-1883.; Filosofia Teses.; EconomiaTeses.; Trabalho Teses.
Palavra-chave: Jovem Marx; Crítica da economia política; Crítica do trabalho; Dialética; filosofia da história
Date: 24-04-2015
Publisher: UFMG
Abstract: Esta dissertação apresenta um estudo da crítica da economia política no pensamento de juventude de Marx. Embora esta crítica assuma uma forma mais acabada apenas no período londrino de Marx, com a publicação dO capital, o autor enceta esse projeto já em 1844, no período parisiense, quando começa a estudar o pensamento econômico moderno. Do ponto de vista filosófico, este contexto é marcado pelo influxo dos debates travados na esquerda hegeliana, à luz de cujas preocupações e pressupostos Marx realiza sua primeira elaboração teórica e crítica da economia capitalista. Os textos, todos manuscritos, que se examinam no estudo que se segue recobrem aquele contexto, e são analisados e interpretados de acordo com sua constituição e especificidade próprias, sem referência a desenvolvimentos teóricos posteriores. Trata-se dos Comentários sobre James Mill (1844), dos Manuscritos econômico-filosóficos (1844) e do Rascunho de um artigo sobre o livro de Friedrich List (1845). A dissertação comporta três momentos. No primeiro, apresentamos os traços essenciais da decomposição do hegelianismo na figura do pensamento de Feuerbach, bem como a transposição, operada por Moses Hess, dessa tendência filosófica em direção à elaboração rudimentar de uma teoria crítica do capitalismo. No segundo momento, consideramos três interpretações tradicionais do pensamento juvenil de Marx Marcuse, Mészáros e Giannotti. Privilegia-se o exame da maneira como esses intérpretes compreendem o conceito de trabalho naqueles manuscritos. Mostra-se que as interpretações consideradas sustentam a existência de um conceito positivo de trabalho, que então forneceria um fundamento positivo (uma doutrina geral) para a crítica (consequência da doutrina). No terceiro e último momento, passamos à análise e à interpretação dos textos de Marx. Este capítulo se divide em três partes. Na primeira, analisamos a crítica de Marx a Hegel, demonstrando que não se trata de uma crítica feuerbachiana, mas uma crítica que aproxima a dialética hegeliana da economia política. Definem-se as noções de forma e de abstração e como elas fixam o registro de ambos os discursos. Na segunda parte, demonstra-se que o conceito de trabalho de Marx é um conceito negativo, e não positivo, no sentido das definições anteriores de forma e abstração. A crítica da economia política juvenil aparece sob a determinação da crítica do trabalho. Por fim, mostramos que a justificação da crítica do trabalho é obtida por meio da assunção de uma determinada filosofia da história de corte hessiano.
Resumo em lingue estrangeira: This Masters thesis is a study of the critique of political economy in the thought of the young Marx. Although this critique assumed a more finished form only during Marxs London period with the publication of Capital, the author had started that project already in 1844, during his years in Paris, when he started to study modern economic thought. From a philosophical point of view, this context is marked by the influx of debates from the Hegelian left, in light of whose concerns and assumptions Marx held his first theoretical elaboration and critique of the capitalist economy. The texts, all of them manuscripts, which are examined in the following study, cover that context and are analyzed and interpreted according to their own constitution and specificity, without reference to subsequent theoretical developments. These texts are the Comments on James Mill (1844), The Economic and Philosophical Manuscripts (1844), and the Draft of an Article on the Book of Friedrich List (1845). This MA thesis consists of three moments. In the first, we present the essential characteristics of the decomposition of Hegelianism in Feuerbachs thought, and the transposition of this philosophical tendency, operated by Moses Hess, toward a rudimentary development of a critical theory of capitalism. In the second moment, we consider three traditional interpretations of the thought of the young Marx Marcuse, Mészáros, and Giannotti. The focus is on the examination of how these interpreters understand the concept of labor in those manuscripts. It is shown that these interpretations defend the existence of a positive concept of labor, which would then provide a positive foundation (a general doctrine) for the critique (consequence of the doctrine). In the third (and last) moment, we move to the analysis and interpretation of Marxs texts. This chapter is divided into three parts. At first, we analyze Marxs critique of Hegel, demonstrating that his critique is not a Feuerbachian critique, but a critique that brings together Hegelian dialectics and political economy. We define the notions of form and abstraction, and how they are at the basis of both discourses. In the second part, we show that Marxs concept of labor is a negative concept, and not a positive one, according to the previous definitions of form and abstraction. The juvenile critique of political economy appears under the determination of the critique of labor. Finally, we show that the justification for the critique of labor is based on a certain Hessian philosophy of history.
URI: http://hdl.handle.net/1843/BUBD-9ZHGDV

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