Complexo Nova Venécia e magmatismo associado, Orógeno Araçuaí, estado do Espírito Santo

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Complexo Nova Venécia e magmatismo associado, Orógeno Araçuaí, estado do Espírito Santo

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Title: Complexo Nova Venécia e magmatismo associado, Orógeno Araçuaí, estado do Espírito Santo
Author: Camila Tavares Gradim
Orientador: Antônio Carlos Pedrosa Soares
Co-orientador: Umberto Giuseppe Cordani; Ivo Antonio Dussim
Banca:
Presidente: Antônio Carlos Pedrosa Soares
Membro: Colombo Celso Gaeta Tassinari; Cristiano de Carvalho Lana
Subject: Geologia Teses.
Palavra-chave: GEOLOGIA
Date: 18-07-2013
Publisher: UFMG
Abstract: Em regiões pré-cambrianas, decifrar ambientes tectônicos e processos relacionados, desde o preenchimento da bacia aos estágios orogênicos, é um grande desafio, especialmente em terrenos de alto grau metamórfico. A região de retro-arco do Orógeno Araçuaí, localizada a leste do arco magmático Rio Doce (630585 Ma), apresenta bons afloramentos para tais estudos, uma vez que contém grandes quantidades de gnaisses aluminosos bem preservados e os granitos relacionados. Neste trabalho são apresentados novos dados isotópicos U-Pb e Sm-Nd, e resultados litoquímicos destas rochas. Regionalmente, a fonte mais fértil de magmas graníticos são os paragnaisses do Complexo Nova Venécia (Qtz + Pl + Kfs + Bt + Grd ± Crd ± Sil ± Hc ± Opx ± fusão), cujo pico metamórfico foi de 800900 °C e 58 kbar. Dados isotópicos e litoquímicos sugerem idade máxima de deposição em torno de 590 Ma para os protólitos grauvaquianos dos paragnaisses Nova Venécia, com as principais fontes de sedimentos localizadas em margens continentais ativas. Processos de fusão parcial tiveram início nos depósitos de retro-arco ainda durante a fase tardia dedesenvolvimento do Arco Rio Doce, por volta de 590585 Ma, formando fusões autóctones, peraluminosas (a suíte G2 Ataléia), intimamente associadas aos paragnaisses do Nova Venécia. Anatexia progressiva e acúmulo de fusão alcançaram o clímax em 575560 Ma, formando oBatólito Carlos Chagas, uma enorme massa de granada-biotita granito com megacristais de feldspato potássico. Em termos gerais, a sucessão crustal mostra, na base, uma zona rica em (Opx±Hc±Pl)-Sil-Crd-Kfs granulito, seguida por paragnaisses migmatíticos gradualmente mais ricos em fusões do granito Ataléia, subjacentes ao Batólito Carlos Chagas. Ao sul deste batólito, rochas com Opx são mais comuns e zonas de acumulação de fusão são relativamente pequenas. Em torno de 545530 Ma, outro episódio anatético formou os Crd±Grd leucogranitos (G3), principalmente a partir da refusão dos granitos colisionais (G2) Ataléia e Carlos Chagas. Finalmente, o plutonismo pós-colisional do tipo-I teve lugar em torno de 520-490 Ma, impondo um reaquecimento regional que formou grandes auréolas termais de alto grau. Estes episódios de geração de granitos, que duraram cerca de 100 Ma, requereram fontes de calor distintas, como ascensão da astenosfera sob a região de retro-arco superestirada durante o estágio pré-colisional, empilhamento tectônico do arco quente sobre o retro-arco, calor radiogênico liberado a partir doespessamento crustal do período colisional e, finalmente, no estágio tardi a póscolisional, delaminação do manto seguida pela ascensão da astenosfera durante o colapso gravitacional do Orógeno Araçuaí.
Resumo em lingue estrangeira: A hard challenge in Precambrian regions can be to decode tectonic environments and related processes from basin fill to orogenic stages, particularly in high metamorphic grade terrains. The backarc region of the Araçuaí orogen, located to the east of the Rio Doce calc-alkaline magmatic arc (630 585 Ma), provides excellent outcrops for such studies as it shows a huge amount of wellpreserved Al-rich gneisses and related granites. Accordingly, here we present robust datasets ofisotopic (UPb and SmNd) and lithochemical results from those rocks. Regionally, the most fertile sources of granitic melts are the Nova Venécia paragneisses (Qtz + Pl + Kfs + Bt + Grd ± Crd ± Sil ± Hc ± Opx ± melt) that reached metamorphic peak PT conditions at 800900 °C and 58 kbar. Our data suggest a maximum depositional age around 590 Ma for the graywacky protoliths of the Nova Venécia paragneisses, with main sediment sources located in continental active margin settings. Partial melting processes started on backarc deposits yet during the late development of the Rio Doce arc, around 590585 Ma, forming autochthonous peraluminous melts (the G2 Ataléia Suite) closely associated to the Nova Venécia paragneisses. Progressive anatexis and melt accumulation attained a climax at 575560 Ma, forming the collisional Carlos Chagas batholith, a gigantic mass of garnetbiotite granite crowded with Kfeldspar megacrysts. The general crustalsuccession shows a zone rich in (Opx±Hc±Pl)-Sil-Crd-Kfs granulite, at the base, followed by migmatitic paragneisses gradually richer in Ataléia melts, underlying the Carlos Chagas batholith. To the south of this batholith, Opxbearing rocks are widespread and melt accumulation zones are relatively small. Around 545530 Ma, another anatectic episode formed Crd±Grd leucogranites (G3), mostly from the remelting of the collisional (G2) Ataléia and Carlos Chagas granites. Finally, an important postcollisional, Itype plutonism took place around 520490 Ma, imposing a regional reheating that formed large high-grade thermal aureoles. This long lasting (c. 100 m.y.) history of granite generation required distinct heat sources, such as asthenosphere ascent under thebackarc region in the precollisonal stage, thrust stacking of the hot arc onto the backarc, radiogenic heat release from the collisional thickened crust and, finally, asthenosphere uprising following mantle delamination during the gravitational collapse of the Araçuaí orogen.
URI: http://hdl.handle.net/1843/BUBD-A7DG7U

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