Arquitetura como infraestrutura

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Arquitetura como infraestrutura

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Title: Arquitetura como infraestrutura
Author: Carlos Alberto Batista Maciel
Orientador: Maria Lucia Malard
Banca:
Presidente: Maria Lucia Malard
Membro: Mauricio Jose Laguardia Campomori; Jose dos Santos Cabral Filho; Carlos Alberto Ferreira Martins; Milton Liebentritt de Almeida Braga; Daniele Pisani
Subject: Arquitetura Teses .; Arquitetura moderna Séc. XXI Teses .
Palavra-chave: Arquitetura e Urbanismo
Date: 03-03-2015
Publisher: UFMG
Abstract: Partindo de uma tripla problematização - a obsolescência, a especialização funcional e a analogia linguística na arquitetura -, este trabalho procura construir uma estratégia para abordagem do projeto de arquitetura para além da função e da representação, identificando princípios de projetos baseados na indeterminação, na ênfase no desenho de estruturas e infraestruturas prediais e na vinculação entre edifício e cidade, introduzindo no desenho dos artefatos arquitetônicos o que se denomina raciocínio infraestrutural. Identifica em alguns exemplares da arquitetura moderna da primeira metade do Seculo XX estratégias não funcionalistas que orientam a concepção dos edifícios e reconhece no formalismo da arquitetura moderna brasileira um efeito colateral que permitiu realizar obras de grande indeterminação e alto potencial de urbanidade. Mapeia estratégias de integração do raciocínio infraestrutural no desenho do edifício e na sua relação com a cidade. Desenvolve uma aplicação empírica desses princípios e estratégias através de um exercício de projeto por estudantes de Arquitetura e Urbanismo em um edifício de larga escala, sem uso definido, considerando transformação e crescimento. A introdução de características das infraestruturas no desenho de edifícios implicaria no reconhecimento do caráter diacrônico do processo de concepção de edifícios e cidades; do caráter sistêmico de estruturas e infraestruturas prediais e sua potencial integração com os sistemas urbanos; e do caráter inacabado das obras, concebidas como estruturas mínimas capazes de acomodar a transformação, a complementação e o crescimento no tempo. Por último, implica no reconhecimento da natureza não discursiva e não representacional das infraestruturas, recolocando a questão da funcionalidade e da representação simbólica para além da pré-determinação coercitiva, mas como produto de uma construção aberta e mutável que se realiza no tempo.
Resumo em lingue estrangeira: Starting from a triple issue - the obsolescence, the functional specialization and the linguistic analogy in architecture - this thesis intends to delineate an architectural design strategy beyond function and representation, identifying design principles based on indeterminacy, on an emphasis in the design of the permanent elements of the building - structures and building systems - and on a close interaction between building and city, introducing in architectural design what could be defined as an infrastructural logic. It identifies some examples of modern architecture of the first half of XXth century where non-functionalist strategies guide the design of buildings, and recognizes as a side effect of the formalism of Brazilian modern architecture the emergence of some important works with a high degree of indeterminacy and a high potential of urbanity. This work then maps some design strategies related to the introduction of an infrastructural logic in the realm of architectural object and in its relation to the urban context. It presents an empirical application of these principles and strategies in a design studio for undergraduate students of Architecture, that were supposed to design a large-scale building, without definite use, considering transformation and growth. The introduction of infrastructural thinking in the design of buildings would imply a recognition of the diachronic character of the production of both buildings and cities; the systemic nature of structures and services of the building and their potential integration with urban systems; and the unfinished character of the built works, designed as minimal structures that should be able to accommodate transformation, complementation and growth over time, blurring its recognition as objects. Finally, it implies the recognition of the non-discursive and non-representational nature of infrastructure, placing the issues of functionality and symbolic representation beyond the coercive pre-determination, but as the product of an open and changeable construct on time.
URI: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-9WMW2T

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