Storytelling as survival in Margaret Atwood's "Oryx and Crake" and "The year of the flood"

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Storytelling as survival in Margaret Atwood's "Oryx and Crake" and "The year of the flood"

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Title: Storytelling as survival in Margaret Atwood's "Oryx and Crake" and "The year of the flood"
Author: Melissa Cristina Silva de Sa
Orientador: Sandra Regina Goulart Almeida
Banca:
Presidente: Sandra Regina Goulart Almeida
Membro: Julio Jeha
Suplente: Jose de Paiva dos Santos; Ildney de Fátima Souza Cavalcanti
Subject: Atwood, Margaret Eleanor, 1939- Oryx and crake Crítica e interpretação Teses.; Atwood, Margaret Eleanor, 1939- Year of the flood Crítica e interpretação Teses.; Ficção canadense História e crítica Teses.; Distopias na literatura Teses.
Palavra-chave: Contar histórias; Sobrevivência; Ficção distópica; Ficção especulativa
Date: 23-05-2014
Publisher: UFMG
Abstract: A presente dissertação examina Oryx and Crake e The Year of the Flood, romances de ficção especulativa de Margaret Atwood. A proposta deste trabalho é a de que o ato de contar histórias funciona como uma forma de sobrevivência em ambos os romances, uma vez que seus protagonistas contam suas próprias histórias a fim de lidar com a situação de serem sobreviventes do apocalipse. Primeiramente, discuto como esse ato de contar histórias é tematizado nos dois romances, utilizando as considerações de Linda Hutcheon e Patricia Waugh sobre narrativas fragmentadas. A seguir, articulo as narrativas autoconscientes de ambos os romances com a teoria da distopia, baseando-me principalmente em Tom Moylan e seu conceito de distopia crítica. Finalmente, considero o modo como Atwood reescreve a narrativa apocalíptica tradicional nos dois romances em foco. Nessa dissertação, ainda proponho a leitura de Oryx and Crake e The Year of the Flood como romances que formam uma contraparte no sentido de que, quando lidos juntos, amplificam a discussão do cenário distópico apresentado. O ato de contar histórias como forma de sobrevivência está presente nos diversos níveis narrativos em ambos os textos. Argumento que, mesmo que a conexão entre contar histórias e sobrevivência seja um tema comum nas duas obras, essa relação é trabalhada diferentemente em cada uma delas. Oryx and Crake fomenta uma discussão sobre a impossibilidade de contar uma história neutra e as consequências de uma sociedade que desvaloriza o ato de contar histórias. The Year of the Flood, por outro lado, explora esse ato como um modo de transmitir conhecimento de sobrevivência, assim como as consequências, positivas e negativas, de compartilhar experiências por meio de narrativas orais.
Resumo em lingue estrangeira: This thesis examines Oryx and Crake and The Year of the Flood, speculative fiction novels by Margaret Atwood. I argue that storytelling is a means of survival in both novels, since protagonists rely on telling their own stories in order to be able to deal with their situations of survivors of apocalypse. First, I discuss how storytelling works as a theme in both novels, adopting Linda Hucheon's and Patricia Waugh's considerations on fragmented narratives. Second, I articulate both novels self-awareness narratives with dystopian theory, based on the notions by Tom Moylam, drawing on his concept of critical dystopia. Finally, I consider the ways in which Atwood rewrites the traditional narrative of apocalypse in the two novels. In this thesis I propose a reading of Oryx and Crake and The Year of the Flood as counterpart novels in the sense that, when read together, they amplify the discussion of the dystopian scenario presented. Storytelling as survival resonates in the many narrative levels of both works and I argue that even though the connection between storytelling and survival is a common theme in the two texts, it is worked differently in each of them. Oryx and Crake presents a discussion on the impossibility of telling a story straightforwardly and on the consequences of a society which devalues storytelling. The Year of the Flood, in turn, explores storytelling as a means of conveying survival knowledge and as well the consequences, both positive and negative, of the sharing of experience through oral stories.
URI: http://hdl.handle.net/1843/ECAP-9KDRK2

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