Química de minerais indicadores de intrusões kimberlíticas com ênfase na província diamantífera Serra da Canastra (MG): importância na prospecção de intrusões férteis

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Química de minerais indicadores de intrusões kimberlíticas com ênfase na província diamantífera Serra da Canastra (MG): importância na prospecção de intrusões férteis

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Title: Química de minerais indicadores de intrusões kimberlíticas com ênfase na província diamantífera Serra da Canastra (MG): importância na prospecção de intrusões férteis
Author: Kerley Wanderson Andrade
Orientador: Mario Luiz de Sa Carneiro Chaves
Banca:
Presidente: Mario Luiz de Sa Carneiro Chaves
Membro: Antonio Wilson Romano; Hildor Seer
Subject: mberlito -- Teses.
Palavra-chave: geologia
Date: 24-02-2012
Publisher: UFMG
Abstract: O presente trabalho abrangeu o estudo e avaliação da química de elementos maiores dos principais minerais indicadores de fontes primárias diamantíferas. As intrusões pesquisadas fazem parte do conjunto de rochas ígneas de afinidade alcalina agrupadas na Província Alcalina do Alto Paranaíba. Esta província, situada à margem oeste do Cráton do São Francisco, com suas unidades depositadas sobre litologias integrantes do próprio cráton e da Faixa Brasília, apresenta além derochas carbonatíticas e kamafugíticas, uma serie de intrusões kimberlíticas em geral subaflorantes.As intrusões kimberlíticas, por sua distribuição espacial e contexto fisiográfico são distribuídas em províncias, nas quais o conteúdo diamantífero se faz presente, caracterizando tais regiões então como províncias kimberlíticas/diamantíferas, pelo fato de nem sempre o conteúdo diamantífero presente está associado às intrusões que ocorrem na área.No escopo do trabalho, a Província KimberlíticalDiamantífera da Serra da Canastra constitui o principal foco. Nesta província, uma série de intrusões conhecidas por empresas de prospecção, e pesquisadores que atuam na região (Canastra- 1, Canastra-3, Canastra-5, Canastra-8 e Canastra-35) tiveram sua assembléia de minerais indicadores analisados (piropo, diopsídio, ilmenita e cromita) quanto aos seus principais aspectos prospectivos descritos extensivamente na bibliografia. Tais características apresentadas refletem principalmente a afinidade kimberlítica e características favoráveis à possível fertilidade de diamantes.Para efeito de comparação, intrusões já descritas na bibliografia, como o kimberlito Vargem (Província KimberlíticalDiamantífera do Alto Paranaíba) e a- intrusão Abel Régis 1(Província KimberlíticalDiamantífera do Oeste São Francisco), foram também estudadas. Como principais características diferenciadoras das intrusões destas províncias, destaca-se a presença de apenas um trend de composição para o piropo (piroxeníticos - lherzolítico), enquanto que na Serra da Canastra as intrusões apresentam dois /rends, um de piropos piroxeníticos a lherzolíticos e outrode composições harzburgíticas a lherzolíticas, tipicamente associadas com a fertilidade e potencial diamantífero.Para o Cr-diopsídio, a Serra da Canastra apresenta duas fontes peridotíticas distintas, embora de afinidades kimberlíticas. A ilmenita reflete composição essencialmente kimberlítica, em condições de ambiente redutor parcialmente preservado, onde parte do conteúdo diamantífero não é reabsorvido pelo sistema. Quanto aos dados de cromita, eles refletem forte concentração na composição correspondente com a ocorrência deste mineral como inclusão em diamantes, sendo tal fato indicativo de que diamantes e cromita sejam cogenéticos.Estes dados obtidos refletem condições particulares nas províncias com relação aos aspectos geológicos e geotectônicos do Cráton do São Francisco. As intrusões kimberlíticas da Província Kimberlítica/Diamantífera da Serra da Canastra, tidos como intrusões residentes em faixas móveis, apresentam aspectos químicos que refletem comportamento de intrusões cratônicas em áreas de raízes profundas, capazes de amostrar as zonas mantélicas de estabilidade do diamante. Tal fator é corroborado pelo conteúdo diamantífero expressivo do kimberlito Canastra-1 e por dados recentes que refletem a estabilidade das faixas móveis durante o período cretácico. Dessa forma, a plataforma continental teria dimensões bem superiores aos limites do cráton conforme é amplamente conhecido.
URI: http://hdl.handle.net/1843/MPBB-8YYFRZ

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