Hipertensão Ocular Secundária à Injeção Intravítrea de Triancinolona Acetonida: Incidência e Fatores de Risco

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Hipertensão Ocular Secundária à Injeção Intravítrea de Triancinolona Acetonida: Incidência e Fatores de Risco

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Title: Hipertensão Ocular Secundária à Injeção Intravítrea de Triancinolona Acetonida: Incidência e Fatores de Risco
Author: Daniel Vitor de Vasconcelos Santos
Orientador: Marcio Bittar Nehemy
Banca:
Presidente: Marcio Bittar Nehemy
Membro: Homero Gusmao de Almeida; Fernando Orefice; Francisco Max Damico; Raul Nunes Galvarro Vianna
Subject: Dissertação da Faculdade de Medicina UFMG; Triancinoloma acetonida/efeitos adversos DeCS; Injeções DeCS; Corpo vítreo DeCs; Hipertensão ocular/epidemiologia DeCS; Fatores de risco DeCS; Triancinolona acetonida/administração e dosagem DeCS; Triancinolona acetonida/uso terapêutico DeCS; Hipertensão ocular/induzido quimicamente DeCS; Hipertensão ocular/prevenção e controle DeCS; Doenças uterinas/quimioterapia DeCS; Glaucoma de ângulo aberto/complicações DeCS; Degeneração macular DeCS; Idoso DeCS; Pressão intra-ocular/efeito de drogas DeCS; Dissertações acadêmicas DeCS
Palavra-chave: Triancinolona acetonida /efeitos adversos; Injeções; Corpo; vítreo; Hipertensão ocular/epidemiologia; Fatores de risco
Date: 28-06-2007
Publisher: UFMG
Abstract: Introdução: A injeção intravítrea de triancinolona acetonida vem sendo amplamente utilizada no tratamento de diversas doenças retinianas que cursam com edema, proliferação e neovascularização. É crescente a preocupação com seus efeitos adversos, notadamente a hipertensão ocular.Objetivo: Descrever o efeito da injeção intravítrea de 4 mg de triancinolona acetonida sobre a pressão intra-ocular, com ênfase na incidência de hipertensão ocular secundária e na análise de fatores de risco.Método: Duzentos e trinta e um olhos de 219 pacientes submetidosconsecutivamente a injeção intravítrea de 4mg de triancinolona acetonida no Serviço de Retina e Vítreo do Hospital São Geraldo / HC-UFMG e no Instituto da Visão, em Belo Horizonte MG, entre janeiro de 2003 e outubro de 2005, tiveram os dados demográficos e do exame oftalmológico (incluindo tonometria de aplanação de Goldmann) colhidos e analisados, no período que antecedeu e sucedeu aadministração da droga. Na análise estatística, usou-se nível de significância de 5%. Foram considerados 150 olhos de 150 pacientes, acompanhados por pelo menos três meses e que não atendiam aos critérios de exclusão.Resultados: Após a injeção, a pressão intra-ocular se elevou a nível ³ 21 mmHg em 48 olhos (32,0%), em tempo de acompanhamento médio de 7,7 meses. Aumento ³ 5 mmHg, ³ 10 mmHg e ³ 30% do valor da pressão inicial foi observado em respectivamente 63 (42,0%), 24 (16,0%) e 67 (44,7%) olhos tratados. Em todos os casos, a hipertensão ocular respondeu aos hipotensores tópicos, sem necessidade de cirurgia filtrante. A análise estatística mostrou que a incidência de hipertensão ocular não dependeu da idade, sexo, comorbidades como hipertensão arterial e diabetes mellitus, indicação para a injeção de triancinolona, terapia fotodinâmica concomitante com verteporfina (PDT), procedimentos cirúrgicos oculares prévios, como o de catarata e a vitrectomia via pars plana e do tempo de seguimento. Glaucoma crônico simples preexistente foi fator de risco para hipertensão ocular secundária a triancinolona (risco relativo = 2,17; p = 0,009), assim como também pressão intra-ocular inicial ³ 16 mmHg (risco relativo = 2,31; p = 0,002), em olhos não-glaucomatosos. Pressão intra-ocular inicial < 12, 12-14, 15-17, 18-20 e > 20 mmHg se relacionou, respectivamente, a incidências de hipertensão ocular de 11,1%, 25,4%, 40,0%, 46,2% e 50,0% (p = 0,01).Conclusão: A injeção intravítrea de 4 mg de triancinolona acetonida promoveu hipertensão ocular em um terço dos olhos tratados. Olhos com glaucoma crônico simples preexistente e aqueles com pressão intra-ocular inicial mais elevada tiveram maior risco de hipertensão ocular secundária. Os olhos com hipertensão secundária apresentaram boa resposta à medicação tópica.
Resumo em lingue estrangeira: Introduction: Intravitreal triamcinolone acetonide injection has been widely used in the treatment of various oedematous, proliferative and neovascular retinal diseases. There is crescent concern about its adverse effects, notably ocular hypertension.Objective: To describe the effect of an intravitreal injection of 4 mg of triamcinolone acetonide on intraocular pressure, emphasizing ocular hypertension incidence and risk factor analysis.Methods:Two-hundred-and-thirty-one eyes of 219 patients that consecutively underwent a single intravitreal injection of triamcinolone acetonide in the Retina Department of Hospital São Geraldo / HC-UFMG and in Instituto da Visão, in Belo Horizonte MG, between January 2003 and October 2005, had their demographic and ophthalmological data (including Goldmann aplanation tonometry) gathered and analyzed, before and after corticosteroid administration. Statistical analysisconsidered a level of significance of five percent. One-hundred-and-fifty eyes of 150 patients that were followed for at least three months and met inclusion criteria were evaluated.Results: Intraocular pressure ³ 21 mmHg was detected in 48 eyes (32.0%) in amean follow-up of 7.7 months. Increase in intraocular pressure ³ 5 mmHg, ³ 10 mmHg and ³ 30% was disclosed in respectively 63 (42.0%), 24 (16.0%) and 67 (44.7%) of treated eyes. All cases of ocular hypertension were controlled with topical medication, without the need for filtrering surgery. Statistical analysis revealed that ocular hypertension was independent of age, sex, systemic hypertension, diabetesmellitus, indication for triamcinolone injection, concurrent phododynamic therapy with verteporfin (PDT), previous surgical procedures such as cataract extraction and pars plana vitrectomy and length of follow-up. Preexistent chronic open-angle glaucoma was a significant risk factor for secondary ocular hypertension (relative risk = 2.17; p = 0.009), as well as baseline intraocular pressure ³ 16 mmHg (relative risk = 2.31; p = 0.002), in nonglaucomatous eyes. Baseline intraocular pressure < 12, 12-14, 15-17, 18-20 and > 20 mmHg showed respective incidences of secondary ocular hypertension of 11.1%, 25.4%, 40.0%, 46.2% and 50.0% (p = 0.01).Conclusion: Intravitreal injection of 4 mg of triamcinolone acetonide induced ocular hypertension in one third of treated eyes. Eyes with previous chronic open-angle glaucoma and those with higher baseline intraocular pressure had an increased risk of significant intraocular pressure elevation. Eyes with secondary ocular hypertension showed a favourable response to topical medication.
URI: http://hdl.handle.net/1843/RRSA-75UNPN

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