Influência aa proteína inflamatória de macrófagos CCL3 em camundongos C57Bl/6J infectados com Fasciola hepatica.

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Influência aa proteína inflamatória de macrófagos CCL3 em camundongos C57Bl/6J infectados com Fasciola hepatica.

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Title: Influência aa proteína inflamatória de macrófagos CCL3 em camundongos C57Bl/6J infectados com Fasciola hepatica.
Author: Renata Cristina de Paula
Orientador: Marcos Pezzi Guimaraes
Banca:
Presidente: Marcos Pezzi Guimaraes
Membro: Ricardo Toshio Fujiwara; Walter dos Santos Lima
Subject: Fasciola hepática Teses.; Macrofagos Teses.; Inflamação Teses.; Resposta imune Teses.
Palavra-chave: Fasciola hepatica; CCL3; resposta imunológica; camundongos C57Bl/6J
Date: 29-06-2007
Publisher: UFMG
Abstract: Fasciola hepatica é um helminto que parasita fígado e vias biliares de bovinos, ovinos e caprinos, entre outros, com marcantes prejuízos para a pecuária das regiões sul e sudeste do Brasil devido à sua patogenia. As lesões hepáticas estão intimamente relacionadas à migração das formas imaturas do parasito e à conseqüente resposta inflamatória produzida pelo hospedeiro nos locais de migração. Sabe-se que a quimiocina CCL3, produzida e secretada por macrófagos ativados, é crucial na atração de diversos tipos celulares para um foco inflamatório, bem como pelo recrutamento de mais macrófagos para o mesmo em inúmeras doenças. Para avaliar a importância de CCL3 na infecção por F. hepatica, camundongos C57Bl/6J divididos em dois grupos foram infectados por via oral com dez metacercárias de F. hepatica sendo um grupo formado por camundongos capazes de produzir CCL3 selvagens e o outro grupo formado por camundongos geneticamente deficientes para a produção desta quimiocina. Os animais vieram a óbito principalmente entre o 23º e o 25º DAI, sendo necropsiados, e a busca pelo parasito realizada em todos os órgãos. A taxa de mortalidade no grupo de camundongos não deficientes para CCL3 foi maior do que a dos animais deficientes. Os camundongos capazes de produzir CCL3 apresentaram baço aumentado de tamanho quando comparados aos animais deficientes. Em ambos os grupos experimentais, os animais necropsiados na maioria das vezes, apresentavam hemorragia na cavidade abdominal. Ensaios imunoenzimáticos demonstraram que, os camundongos não deficientes para CCL3 produzem maior nível de IL-4, IL-10 e IL-13 que os animais deficientes. A atividade celular de neutrófilos e eosinófilos também foi menor no fígado dos camundongos deficientes quando comparada aos animais normais. O fígado dos animais CCL3+/+, à necropsia, apresentava diversas alterações, sendo mais freqüente o encontro de áreas necro-hemorrágicas. Nos animais geneticamente modificados, as áreas lesionadas no fígado eram menos extensas e apresentavam lesões focais, subcapsulares e de consistência firme ao corte. Este trabalho demonstrou que CCL3 tem participação no processo de formação de lesão em camundongos infectados por F. hepatica, já que animais deficientes em CCL3 apresentam menor mortalidade e menores lesões hepáticas em conseqüência de um perfil de resposta imunológica diferente daquele dos camundongos não deficientes.
URI: http://hdl.handle.net/1843/SAGF-769H27

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