Efeitos da esplenectomia na homeostase de órgãos e sítios linfóides em camundongos BALB/c

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Efeitos da esplenectomia na homeostase de órgãos e sítios linfóides em camundongos BALB/c

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Title: Efeitos da esplenectomia na homeostase de órgãos e sítios linfóides em camundongos BALB/c
Author: Magda Luciana de Paula Rosa
Orientador: Ana Maria Caetano de Faria
Banca:
Presidente: Ana Maria Caetano de Faria
Membro: Tomaz Aroldo da Mota Santos; Marileia Chaves Andrade
Subject: Imunologia Teses.
Palavra-chave: Esplenectomia; homeostase; BALB/c
Date: 27-01-2010
Publisher: UFMG
Abstract: O baço age como um filtro, na medida em que remove do sangue células sanguíneas e microrganismos, bem como células cobertas por anticorpos, em condições fisiológicas ou patológicas. Por sua anatomia e localização, o baço é o principal órgão envolvido no início da resposta imune a antígenos presentes na circulação. Apesar da remoção cirúrgica do baço estar associada ao risco de infecção subseqüente, as indicações para a esplenectomia total, para determinadas patologias, continuam existindo. Apesar disto, as conseqüências da ausência do baço sobre os órgãos e sítios linfóides têm sido pouco avaliadas. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar como o sistema imune se reorganiza na ausência do baço, através do estudo dos efeitos da esplenectomia em vários órgãos e sítios linfóides 30 dias após a esplenectomia. Nossos resultados sugerem que a retirada do baço afeta o sistema imune de maneira global. A análise do número de células das principais populações linfóides não demonstrou aumento do número de linfócitos no sangue tampouco no somatório dos órgãos avaliados em camundongos esplenectomizados (SB). No entanto, quando esses órgãos foram analisados individualmente, apresentaram alterações no número de linfócitos, principalmente na MO, timo, LnM e LPe. O estudo da migração de linfócitos em camundongos SB revelou uma preferência de células TCD4+ e TCD8+ pela MO. Apesar de também migrarem para a MO, os linfócitos B se distribuíram de uma maneira mais ampla pelos outros órgãos. O número de células expressando moléculas de ativação também estava modificado nos órgãos analisados: observamos uma diminuição no número de células B1a e B2 ativadas no LPe. As células B2 presentes na MO apresentaram um perfil ativado. Além disso, camundongos SB apresentaram níveis reduzidos de imunoglobulinas IgA, IgM e IgG, sendo que nesta última, os subtipos alterados encontrados foram IgG2b e IgG3. Camundongos SB apresentaram níveis basais alterados de citocinas em extratos de tecidos da MO, timo e LnM. De uma maneira geral camundongos SB produziram níveis reduzidos de IL-4, IL-10 e TGF-, porém, células dos LnM desses camundongos apresentaram uma produção mais elevada de IFN-. Ao investigarmos o número de células produtoras de anticorpos também observamos modificações importantes na MO, timo e LnM. Algumas dessas alterações podem ser interpretadas como mecanismos compensatórios ou de adaptação às perturbações causadas pela ausência do baço, órgão envolvido em funções imunológicas centrais. Esses animais de fato se adaptam à ausência do baço já que eles sobrevivem e são capazes de produzir vários tipos de respostas imunes.
Resumo em lingue estrangeira: The spleen acts as a filter, as it removes the blood cells and micro-organisms and cells covered by antibodies in physiological or pathological conditions. For its location and anatomy, the spleen is the main organ involved in early immune responses to blood-borne antigens. Despite the fact that removal of the spleen is associated with risk of subsequent infection, recommendation for total splenectomy still exists as a therapeutic aid for certain conditions. However, the impact of spleen removal on other lymphoid organs has been poorly evaluated. Herein we evaluate how the immune system reorganize its components in the absence of the spleen by studying the splenectomy in various lymphoid organs and sites 30 days thereafter. Spleen removal affected the immune system as a whole. There was no increase in the number of lymphocytes, either in blood or in the sum of the evaluated organs in splenectomized (SP) mice. However, when organs and sites were analyzed individually, changes in the number of lymphocytes were noticed in bone marrow (BM), thymus, mesenteric lymph nodes (MLn) and peritoneal cavity (PC). Migration studies of injected lymphocytes in SP mice showed a trend of TCD4+ and TCD8+ towards BM. B lymphocytes were more widely spread to other organs. The number of cells expressing activation molecules was also changed in SP mice: we observed a decrease in the number of activated B1a and B2 cells in PC, and an increase in activated B2 cells in BM. Moreover, SP mice showed reduced levels of IgA, IgM and IgG, IgG2b and IgG3. SP mice showed altered basal levels of cytokines in tissue extracts of BM, thymus and MLn. In general, SP mice produced low levels of IL-4, IL-10 and TGF-. However, MLn cells of these mice showed a higher production of IFN-. Finally, the number of antibody-producing cells in BM, thymus and MLn were also altered in SP mice. Our hypothesis is that some of these changes can be interpreted as compensatory mechanisms needed for adapting to the disturbances caused by the absence of the spleen. Adaptation does occur since splenectomized mice survive and are able to activate several types of immune responses.
URI: http://hdl.handle.net/1843/UCSD-8G4P58

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